sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Cresce a luta pelo poder das entidades de base na UFPE
ConeUFPE: "Bloco Democrático" rejeita democracia!
Trata-se de um texto aparentemente anarquista em um site, o Centro de Mídia Independente, também de tendências libertárias, o que me fez lembrar que em Outubro de 1917 os anarquistas mais consequentes ajudaram a colocar os Soviets no poder! Essa lembrança não me veio gratuitamente. De fato, o problema é o mesmo, só em outro lugar, em outra dimensão e com outros nomes.
O tal Bloco Democrático defensor na verdade da democracia capitalista, ou seja, da manutenção das eleições diretas para o DCE da UFPE, é formado pelo PSTU, o PCR e o PT. Que essas forças são capitalistas não é novidade para nós. Entre eles existem muitos socialistas de coração, mas o socialismo é uma ciência, e não se pode ser socialista só de coração, assim como não se pode ser físico, químico etc. O socialismo precisa ser estudado, e quem não estuda sempre acaba defendendo o capitalismo mesmo sem o querer e saber.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Aécio Neves bate em namorada e jornalista é punida!
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, segundo Juca Kfouri, agrediu sua namorada (foto) Leticia Weber, em uma festa de luxo no Rio de Janeiro. A jornalista Joyce Pascowitch revelou os detalhes em seu blog:"Visivelmente alterado, ele deu um tapa na moça que o acompanhava - namorada dele há algum tempo. Ela caiu no chão, levantou e revidou a agressão. A platéia era grande e alguns chegaram a separar o casal para apartar a briga. O clima, claro, ficou muito pesado."
Por ter feito essas revelações, mesmo sem ter citado o nome do governador, Joyce Pascowitch foi punida, transferida de colunista social para repórter policial (embora para nós possa parecer um trabalho muito mais limpo e honroso). Somou-se às dezenas de jornalistas que, segundo o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, têm sido reprimidos a pedido do Palácio da Liberdade desde o início do governo Aécio.
Nenhum órgão da grande imprensa noticiou nada! Um governador, presidenciável, bate em uma mocinha de 26 anos e se constrói em torno disso uma muralha de silêncio semelhante à que se construíu ao redor de Collor e FHC. Com isso, a grande imprensa revela seu carater partidário. Qualquer político que não faz parte do bloco disposto a traír a pátria teria sido triturado por essa mesma grande imprensa por metade do que Aécio fez!
Apesar das centenas de rádios e TVs que os irmãos Neves têm em Minas Gerais, esse silêncio não pode ser explicado somente pelo seu poder político e econômico. Pelo contrário, se explica pela sua subserviência! Tanto os meios de comunicação de massas no Brasil quanto Aécio Neves servem aos mesmos senhores, os capitalistas que saqueiam todo o mundo. Os jornalistas têm sido punidos como empregados de uma empresa que agredissem colegas de trabalho!
É essa a liberdade de imprensa e de expressão no Brasil - a liberdade dos capitalistas monopolizarem as informações e inventarem uma realidade fictícia de forma a levantarem e derrubarem a popularidade de quem bem entenderem em poucas horas!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A mentira do combate à fome
Obama e Hillary Clinton, certamente inspirados no “Cara” aqui do Planalto, anunciaram um plano de combate à fome no Mundo, obrigando-nos a escrever essa breve nota explicando por que eles não podem acabar com a fome nem mesmo dentro dos EUA, que têm hoje, segundo seus próprios cálculos, 35 milhões de famintos.Temos uma primeira pista no Brasil, hoje aclamado mundialmente como campeão no combate à fome, onde Lula tornou-se famoso pelo seu Fome Zero. Como se nota passados 7 anos, a fome persiste! O Fome Zero beneficiou cerca de 44 milhões de famintos, e reduziu a desnutrição infantil em 73%, mas não colocou fim à fome, que segundo o IBGE ainda atinge 14 milhões de brasileiros (são famílias que passam fome ao menos uma vez a cada 90 dias). Claro que o Brasil tem recursos para acabar com a fome de vez, pois é bem mais rico que Cuba, onde a fome foi extinta. Porém, nem Lula nem nenhum presidente do Brasil pode acabar com a fome pelo mesmo motivo que nenhum presidente dos EUA poderá acabar com a fome nos EUA.
O capitalismo precisa da fome, precisa de miséria, pois precisa do desemprego, e que o desemprego seja o desemprego, ou seja, miséria e fome. Os países capitalistas com seguro desemprego permanente e suficiente precisam compensar essa situação com os imigrantes sem direitos (ou seja, quando os imigrantes ganham direitos, são necessários os imigrantes ilegais). Isso é uma descoberta de Marx, a necessidade que os capitalistas têm de uma massa de desempregados disputando os empregos com os empregados, de forma a reduzir os salários.
Sem fome, sem miséria, os trabalhadores poderiam arrancar dos patrões salários muito melhores. Um governo que fizer isso estará portanto em guerra contra todos os capitalistas, e só não cairá se tiver um apoio muito forte do povo trabalhador, ou seja, terá iniciado uma revolução ou cometido suicídio político se não físico.
Diversos avanços são possíveis ainda sob o capitalismo, e devemos lutar por eles, que facilitarão a revolução e o pós-revolução, mas o fim da fome não é um deles, pois colocaria o capitalismo em crise, e uma crise conforme nunca se viu. As taxas de lucro, já estreitas, desabariam.
A proposta apresentada por Clinton confessa os reais objetivos do plano ao afirmar que existem no mundo conflitos por comida em 27 países. O objetivo, nota-se, não é acabar com a fome, mas com conflitos que não são do interesse “imperial”, limites nítidos nos recursos financeiros de três e meio bilhões fornecidos pelos EUA, que no entanto imprime essa papelada cada dia menos valiosa.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A transparência no Campo das Vertentes
O Promotor Público responsável por esse avanço, que há dias deixou esse posto, era atuante, nos parece pelas suas ações muito bem intencionado (embora não concordemos com todas as suas posições), e saiba disso ou não, com esse acordo realizou seu maior feito em sua passagem por São João del-Rei. Alguns camaradas inexperientes podem perguntar – que importância tem isso? Poderá haver verdadeira transparência sob um regime capitalista? E se for possível, acaso tornará essa sociedade mais humana, um pouco decente? Não seria bom para o capitalismo, fortalecendo-o contra a revolução socialista?
Sobre a importância, analisemos pelo ponto de vistas da luta de classes. Não há nada que não tenha alguma influência sobre a luta de classes, como em um campo de batalha qualquer irregularidade do terreno deve ser levada em conta. No caso de um assunto como este, que modifica o próprio funcionamento dos governos, dificultando a corrupção, os favorecimentos etc., a importância é ainda maior. E quem perde com a transparência é o Estado capitalista, pois a corrupção faz parte da estrutura de poder, da forma como os capitalistas realmente participam do poder de Estado, e da forma como os chefes políticos capitalistas estabelecem conexões com as classes dos detentores do capital, incluindo as alianças internas entre os capitalistas. Atrapalhar a corrupção é atrapalhar a movimentação do inimigo!
Se é possível? As possibilidades em qualquer sociedade dependem dos interesses em jogo e da correlação de forças. Nenhuma lei, nem natural, nem histórica, nem escrita pelos homens, impossibilita nenhum avanço. Não se deve apostar em impossibilidades, sob pena de cair no ridículo dos físicos que no passado “provaram” que era impossível o vôo de qualquer instrumento humano mais pesado que o ar. É do interesse de quase toda a nação a transparência mais completa e detalhada de todas as contas públicas. Até mesmo os capitalistas despolitizados e sem vínculos fortes com a corrupção, que são maioria, de fato defendem a transparência das contas públicas. Somente têm interesse em proteger a corrupção, além dos próprios corruptos, os chefes políticos capitalistas de mais pé no chão! Terão forças para conter todas as classes por quanto tempo? Conseguirão distorcer as leis e os sites de forma a falsificar a transparência por mais quantas vezes? Poderão sequer unificar suas próprias forças nesse assunto?
Se a transparência melhorará ou até fortalecerá o capitalismo? Não, a transparência das contas públicas pode dificultar o poder dos capitalistas sobre seu próprio Estado, e isso pode tornar os serviços públicos mais eficientes, o que é positivo para a qualidade de vida do povo. Porém, o estudo da economia e da sociedade capitalista não nos permite fazer previsões otimistas. Diante dos problemas em curso o mais eficiente Estado capitalista é como uma concha d’água para apagar o incêndio de uma floresta.
Deve-se acrescentar que a transparência é uma necessidade especialmente socialista! Na URSS, exemplo clássico de derrota sofrida por nós, os contra-revolucionários sobreviveram enquanto grupo, fortaleceram-se e uniram-se em torno da corrupção. As forças que em 1957 tomaram o poder das mãos dos comunistas eram completamente atreladas aos burocratas corruptos das cidades e dos campos e portanto indiretamente aos marginais que faziam o comércio ilegal entre os bens roubados por esses burocratas, o chamado “mercado negro”. Toda a nova burguesia russa é oriunda do saque dos bens públicos. Ou seja, uma transparência verdadeira, completa, detalhada, teria dificultado a contra-revolução mais que tudo o que foi feito.
Concluindo – a transparência ajuda a revolução e atrapalha a contra-revolução!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Manuel Zelaya está na capital de Honduras
Os golpe revelou-se um tiro no pé dado pelas próprias elites ghondurenhas. Elas se comprometeram, comprometeram todo o seu Estado, incluindo o oficialato das Força Armadas, os bispo da Igreja, o Parlamento e a Justiça. Por outro lado, o golpe organizou mais o povo de Honduras do que os quatro anos de Manuel Zelaya, e esse povo agora exige uma Assembléia Nacional Constituinte, ou seja, a revolução!
O desespero dos golpistas é tanto maior quanto o único apoio internacional importante que têm, os EUA (pois Espanha, Israel e Colombia não são hoje mais que províncias dos EUA), negaceiam seu apoio, ciosos de se comprometerem com um golpe cada dia mais isolado.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A necessidade de um programa socialista viável a partir da democracia capitalista
Porém, como se constrói a revolução? E o que é a revolução? Existe um trecho da obra mais madura de Lênin, pois a que escreveu mais experiente, que nos interessa, pois tratava exatamente de países onde os comunistas enfrentavam uma democracia liberal:
“O autor compreendeu de modo admirável que não é o parlamento, e sim apenas os Soviets operários que podem constituir o instrumento necessário do proletariado para atingir seus objetivos. E, naturalmente, quem até agora não compreendeu isso, é o pior dos reacionários, mesmo que seja o homem mais culto, o político mais experiente, o socialista mais sincero, o marxista mais erudito, o mais honrado cidadão e chefe de família. Há, porém, uma questão que o autor não apresenta e nem sequer pensa que seja necessário apresentar: se se pode levar os Soviets à vitória sobre o parlamento sem fazer com que os políticos “soviéticos” entrem no parlamento, sem decompor o parlamentarismo estando dentro dele, sem preparar no interior do parlamento o êxito dos Soviets no cumprimento de sua tarefa de acabar com o parlamento.”
É claro que a resposta do próprio Lênin era “Não”, por que de fato, de nós que estamos sob uma democracia capitalista, e que lutamos pela legalidade dos partidos comunistas no mundo todo, o povo espera que utilizemos a liberdade desses partidos! Se temos propostas, se somos capazes de conduzir o país a um rumo melhor, espera-se que apresentemos esse caminho, não vaga e futuristicamente, mas para executar em um mandato.
Sim, existem diversos problemas ai envolvidos, desde a impossibilidade da vitória eleitoral comunista, passando pela impossibilidade de um governo comunista na atual conjuntura, até a impossibilidade de uma transição do capitalismo ao socialismo sem uma ruptura com a ordem constitucional, mas uma coisa não tem nada haver com outra! De dois em dois anos, sabemos bem, temos que nos apresentar ao povo durante as eleições, e portanto todas as verdades sobre a democracia capitalista não ser democracia não nos salvam da necessidade de apresentar um programa socialista eleitoral, ou seja, razoável para quatro anos de governo sem maioria nos parlamentos!
Ao não fazermos isso, nos colocamos para escanteio na luta política, e pior, permitimos aos inimigos diversos que coloquem em prática suas estratégias. A estratégia política do capital no Brasil é manter a democracia liberal, e ao mesmo tempo manter uma reserva de forças autoritárias. Tal esbanjamento de forças capitalistas é possível por que a própria esquerda é a primeira defensora democracia capitalista, deixando os capitalistas mesmo de mãos livres para engrossar seus grupelhos fascistas. Grupos mais esquerdistas, que não defendem a democracia liberal, a atacam de forma maniqueísta – a democracia liberal seria somente o disfarce do Estado, onde atuar seria inútil.
Precisamos seguir um caminho equilibrado, de combate à democracia capitalista, mas propondo-nos a destruí-la por dentro, transformando-a de forma a dificultar a vida dos capitalistas. Nossas propostas, portanto, devem ser de reformas políticas! Mesmo as nossas propostas econômicas têm que estar de acordo com uma reforma política revolucionária. Esse programa tem que falar por nós, quem nós somos.
Exemplo primeiro, por ser mais importante, a revogabilidade de todos os mandatos, característica da Comuna de Paris e dos Soviets, deve ser nossa principal bandeira de reforma política. Ter abandonado essa bandeira é inexplicável, mas explica nossa fraqueza diante da direita e de partidos pseudo-socialistas, uma vez que abrimos mão de nosso diferencial. Levantar essa bandeira não nos levará à vitória eleitoral, e é mesmo muito difícil supor que um dia qualquer país capitalista possa ter uma democracia tão avançada. Mas o que interessa é que atrairia para nós os comunistas de todo o país, hoje quase todos dispersos, e que reconheceriam – eis que alguém levantou novamente a bandeira da Comuna! O que o povo diria então de quem nos chamasse de autoritários? Como poderiam nos acusar de querer implantar uma ditadura? E poderiam os capitalistas aceitar nossa proposta? Qual carreirista se sente a vontade com a revogabilidade permanente dos mandatos?
Outro exemplo, a socialização das empresas estatais! Falamos de reestatizar, e nas teses ao XIV Congresso se propõe a estatização de tudo, mas de fato o povo não está nem convencido da necessidade de se manter as atuais estatais. As privatizações foram um fiasco, e a população vai entendendo isso (trabalho no qual deveríamos ajudar), mas não significa que volte a ficar satisfeita com as estatais como são. Temos que propor a socialização das estatais, para explicar ao povo o conceito de socialização com exemplos, e para explicar que socializar e estatizar não são a mesma coisa. Atualmente, contra o socialismo milhões de pessoas argumentam com os problemas das estatais!? Ou seja, ao contrário do que já se pensou em fazer, agora é necessário começar a socializar, ou ao menos a falar disso, e assim ganharemos forças para ampliar as estatizações!
Terceiro exemplo, a transparência. Existe uma demanda social por transparência, mas de fato todos os programas de transparência são farsas, uma vez que a verdadeira transparência colocaria em xeque o poder burguês, que necessita da corrupção. Nesse aspecto nós comunistas não seremos voz solitária, mas devemos mesmo assim defender a transparência mais irrestrita, das contas públicas e das contas das pessoas públicas! Não só na destruição do Estado capitalista, mas na construção do socialista, é importante dificultar a corrupção, que se no capitalismo é parte do jogo político, no socialismo é a base central da contra-revolução.
Quarto exemplo, o exercício direto do poder na educação e na saúde. Devemos propor para já o poder dos estudantes e professores sobre as escolas, secretarias municipais, estaduais e o ministério da educação, assim como devemos propor que os Conselhos do SUS sejam libertados do controle dos executivos municipais, estaduais e nacional e de fato tenham o poder sobre a saúde, quando hoje não passam de uma caricatura disso. O sucesso da gestão popular dos sistemas de saúde e educação abriria espaço para conquistar o controle popular sobre outros setores, arrancando-os do Estado inimigo e começando a agrega-los a um novo.
Esses quatro pontos bastariam para nos alçar à posição de força política influente no país. Deviam ser aprovadas por esse XIV Congresso, e não pelas Conferências eleitorais de 2010, pois devem servir não somente para as eleições de 2010, mas para todas, municipais e gerais, de 2010, 2012, 2014 etc.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Fidel!
(Reuters) Cuba Informacion exibiu no domingo um vídeo da reunião com os advogados venezuelanos em 22/08/2009. Na primeira filmagem tornada pública em mais de um ano, Fidel parece animado e de bom humor.
Os cubanos já haviam amanhecido no domingo com uma fotografia do ex-presidente com uma boa aparência durante uma visita do presidente do Equador, Rafael Correa, na capa do diário oficial Juventud Rebelde.
Os cubanos puderam acompanhar a evolução de Fidel Castro por meio de imagens esporádicas, mas nunca com tanta frequência como nas últimas 24 horas.
Veja o vídeo abaixo.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
XIV Congresso do PCB - Etapa de São João del-Rei
9 horas da manhã
Local: Sindicato dos Metalúrgicos
Aberto ao público!
Os comunistas de São João del-Rei vão se reunir, nesse Sábado, para debaterem e enriqueceram as teses do XIV Congresso, eleger seus delegados à etapa mineira do XIV Congresso e comporem um novo secretariado municipal.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
AGOSTO REVOLUCIONÁRIO!!!
Esse agosto será, sem sombra de dúvidas, um mÊs importante nas atividades da nossa organização. Esperamos a participação de todos os camaradas na construção das nossas futuras tarefas.Eis o nosso calendário para o Agosto Revolucionário:
10 de agosto (segunda-feira)- Publicação do São João del-Pueblo nº 1;
13 e 14 de agosto (quinta e sexta-feira)- Discussão das teses para o XIV Congresso Nacional do PCB (local e horário a ser definido);
15 de agosto- Etapa Municipal do XIV Congresso Nacional do PCB (local e horário a ser definido);
29 de agosto- Curso de Formação Sindical no Sindicato dos Metalúrgicos (SINDMETAL);
Contatos : André Luan
andreluand2@hotmail.com
3233714240
3291175882
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ciclovia sob as pontes de pedra
Sei que não é novidade, que já se pensou nisso, portanto não reivindico a autoria da ideia, nem para mim, nem para o Partido Comunista. Mas defendo que São João del-Rei precisa, com urgência, de uma ciclovia utilizando o espaço das margens do córrego do Lenheiro, desde o fim do Tejuco até o início da Leite de Castro, ou seja, cortando toda a cidade. Conheço o mais forte argumento contrário, de que isso buliria com um cartão postal da cidade, que é a ponte da Cadeia, mas é um argumento de gente que não conhece a história desse cartão postal, nem a ciência do paisagismo. Também conheço os verdadeiros interesses contrários, que são os capitalistas. Porém, os resultados positivos me levam a defender a adoção dessa bandeira pelos comunistas de São João del-Rei.O Arraial Novo, que viria a ser a Vila de São João del-Rei, nasceu centenas de passos acima das margens do Lenheiro, então bem mais caudaloso, e como o Caminho Geral passava junto a essas margens, o arraial se estendeu naturalmente em sua direção, e depois o atravessou, para o que se usava, pasmem, barcos! Não sabemos se podemos acreditar nos desenhos que nos mostram um pequeno barco com uma vela latina, mas certamente se usava barcos para o que hoje um bom atleta pode pular!
O nome do córrego hoje, oriundo do nome da serra de onde nasce, indica um dos motivos de seu emagrecimento – o desmatamento nas nascentes. Certamente a agricultura e a pecuária também contribuíram, mas certo é que ainda cento e cinquenta anos depois de fundado o arraial, o que passava por baixo das poucas pontes então existentes era um rio. A ponte da cadeia já existia então há cinquenta anos, e já era um cartão postal. Passados mais quase cem anos, no aniversário da Estrada de Ferro Oeste de Minas, tendo então a ponte cento e cinquenta anos e suas fotografias estando distribuídas pelo país em jornais, livros e cartões postais, sobre um rio e não um gramado, ainda se represou as águas, o que já então era necessário para colocar barcos para as pessoas passearem.
Nada disso denegriu o cartão postal da cidade, muito pelo contrário. Então, com um bom projeto, que leve em conta as cheias que acontecem no verão e a beleza, o que pode ser feito mantendo o gramado e o melhorando, teremos uma via de transporte eficiente, barata e ecologicamente inteligente. Se por um lado os turistas veriam um novo cartão postal, com gente e bicicletas onde hoje só se vê grama, por outro poderiam eles mesmos passear por baixo dos arcos das pontes, assim como toda a população.Teriamos significativa melhoria no trânsito, com súbita redução dos acidentes, que matam cada vez mais em São João del-Rei. Com 82 mil habitantes, São João tem cerca de 24 mil veículos automotores! Que os interesses do lucro, das empresas que ganham com o transporte poluente, fiquem acima da vida, é prova cabal de que o capitalismo tem que ser morto! Eis a força da bandeira, de denúncia do capitalismo, que é duplamente útil, pois facilita a vitória da mesma e enquanto não é vitoriosa flagela o inimigo.
Não somente para o bolso dos trabalhadores, mas para a economia da cidade, trata-se de enorme economia, pois o que os trabalhadores ganham, gastam por aqui mesmo, em nosso pequeno comércio. É estranho, até burrice, que existam comerciantes da cidade que não apóiem os trabalhadores, como se seus ganhos não fossem proporcionais aos salários dos clientes.
Os lucros das empresas de ônibus, de peças e de combustíveis quase não ficam na cidade, pois as duas últimas não são produzidas aqui e a primeira envia seus lucros embora. O que fica na cidade dessas empresas é o salário dos empregados, e esse não vai se reduzir pois as que poderiam demitir, as de ônibus, não podem pois suas linhas são fruto de concessão pública, não podem ser reduzidas até a próxima licitação, que (se o povo tivesse algum poder) poderia até melhorar e ampliar as linhas, incluindo inclusive empresas da cidade, e até motoristas de vãs.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Ditadura em Honduras
Ver mais no Expresso Vermelho ou nos sites da barra lateral ->
quinta-feira, 2 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Golpe fascista em Honduras demonstra imperialismo dos EUA sob Obama
Leia mais a respeito no Expresso Vermelho ou em outro site da nossa barra lateral.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
A suspeita ética tucana: Câmara de Vereadores aprova censura prévia
O que os tucanos entendem por ética ficou claro nessa mesma matéria da Gazeta, que criticou a vereadora Silvia por ter dito que fez “campanha pedindo voto humildemente, Não gastei um tostão, nem meu, nem de empresa nenhuma, nem de deputado. Não comprei voto, não dei cesta básica, não dei manilha, não dei saco de cimento.” O comentário da Gazeta a esse respeito é absurdo - “esbravejou”, disse sobre Silvia Fernanda! Ora, em que as palavras da vereadora são ofensivas? Onde isso é esbravejar? É ético fazer tal comentário sobre uma frase que não tem nada de esbravejar? Essa é a neutralidade da folha tucana?
A fala de Silvia Fernanda foi seguida por protestos de diferentes vereadores, dando mostra do que consideram ofensa – É quando alguém fala a verdade que eles querem manter escondida! Algum brasileiro acaso desconhece que a compra de votos e o abuso do poder financeiro são as principais características de nosso regime político? Falta de ética não seria todos os vereadores saberem disso e fingirem que não sabem?
É público e notório que alguns vereadores foram pegos comprando votos, que diversos gastaram fortunas de deputados e empresas e que um deles até coagiu os funcionários de uma empresa! A “justiça” eleitoral, que cassou a candidatura de um candidato comunista por questões burocráticas não foi capaz de punir os verdadeiros criminosos. Isso é público em São João del-Rei! Mas agora, aprovada essa lei de censura prévia, nada disso pode ser dito por um vereador nas sessões da Câmara! Ética, agora, é ser cúmplice desses crimes. Esperávamos coisa melhor dessa Câmara e até da folha tucana.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Silvio Rodrigues em São João del Rei
Teremos com ele duas atividades:
14:30 - Conversa aberta sobre o PCB, o socialismo, a revolução, as eleições de 2010 etc.
17:30 - Reunião sobre a crise do movimento sindical, hoje completamente dividido a nível nacional em cerca de dez centrais, e a proposta dos comunistas para a unidade dos trabalhadores, a Intersindical.
Os interessados nesses dois assuntos estão convidados a participar.
A reunião será no Sindicato dos Metalúrgicos, próximo à rodoviária nova.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Grupo de Estudos: II Capítulo do "Que Fazer?"
A União da Juventude Comunista, em parceria com o PCB de São João del-Rei, está promovendo espaços de formação política para aqueles que se interessam por marxismo e querem discutir as questões teóricas que envolvem a ciência do proletariado. Convidamos a todos aqueles a participarem, no dia 19/06,sexta-feira às 10h na sala do Mestrado em História (1.49)- Campus Dom Bosco do nosso próximo encontro, que debaterá o o segundo capítulo do livro "Que Fazer" do camarada Lênin.É possível acompanhar os estudos a partir de qualquer momento!
Interessados, entrem em contato com André Luan para o fornecimento do texto: andreluand2@hotmail.com
3291175882
3233714240
A NECESSIDADE DA LUTA IDEOLÓGICA E CULTURAL: COMO ESTABELECER UMA CONTRA-HEGEMONIA ANTI-CAPITALISTA?
Em “Que Fazer?” Lênin tentou responder a essa série de questões no início do século XX. O objetivo em organizar o partido social-democrata no sentido de ampliar as discussões teóricas foi, para o líder bolchevique, o passo inicial para a transformação de sua sociedade; “sem teoria não há movimento revolucionário”, dizia ele. A conjuntura atual faz com que voltemos a analisar tal obra; a queda da URSS fez com que a esquerda em geral discutisse teoricamente as razões pelas quais a Revolução de Outubro entrasse em colapso em 1989.
Debatendo com os populistas russos, Lênin se aliou ao “marxismo legal” com o intuito de intensificar a luta teórica e fazer com que as massas pudessem discutir com mais amplitude a teoria marxista. Entretanto, jamais foi proposto por tal revolucionário o dogmatismo e a cristalização do marxismo, algo que o diferenciou dos “economicistas”, a vanguarda dos “marxistas legais” da época. Fazer concessões teóricas caminhava sempre para uma conciliação entre classes antagônicas que não favoreciam o processo revolucionário. A abertura do campo de debates surge, portanto, como ferramenta fundamental para que o estágio econômico-corporativo, através de um amplo debate sobre o marxismo e de um trabalho massificado de imprensa , pudesse ser elevado ao grau de luta política.
Atualmente no Brasil, o marxismo é conhecido por uma ampla camada de intelectuais e entrou com força nas universidades. Porém, com todo o acúmulo dos processos históricos, a ciência do proletariado é vista como algo ultrapassado no senso comum. Apesar de tal ciência ter de encarar novos desafios históricos e ter se tornado mais complexa, ela é compartilhada ainda entre poucos. Em São João del-Rei, por exemplo existem três partidos marxistas que, se somados, não passam de uma dezena de indivíduos. No DCE UFSJ tal teoria ainda não é discutida com mais intensidade, e nos sindicatos os programas de formação política são secundários. Enfim, os limites da discussão teórica são semelhantes àqueles em que Lênin teve de conviver, no qual o marxismo é restrito a poucas cabeças “iluminadas”. Mas diferencia-se devido ao processo histórico pós- URSS e da Guerra Fria, onde os comunistas ainda tem que responder a uma série de questões recentes sobre as experiências socialistas em âmbito global.
Sugerimos uma leitura leninista quanto à profissionalização da imprensa revolucionária e que todos os movimentos de luta intensifiquem sua preocupação em relação à comunicação entre as massas. O trabalho intelectual é elemento fundamental para o avanço da revolução socialista em nosso país. Só assim difundiremos nossa visão de mundo e de valor, contrárias ao individualismo defendido pela burguesia.
terça-feira, 2 de junho de 2009
CICLO DE LEITURAS: LÊNIN

A União da Juventude Comunista, em parceria com o PCB de São João del-Rei, está promovendo espaços de formação política para aqueles que se interessam por marxismo e querem discutir as questões teóricas que envolvem a ciência do proletariado. Convidamos a todos aqueles a participarem, no dia 05/06,sexta-feira às 10h na sala do Mestrado em História (1.49)- Campus Dom Bosco do nosso próximo encontro, que debaterá o o primeiro capitulo do livro "Que Fazer" do camarada Lênin.
Interessados, entrem em contato com André Luan para o fornecimento do texto:
andreluand2@hotmail.com
www.saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com
3291175882
3233714240
domingo, 31 de maio de 2009
Novas informações sobre a Guerra do Paraguai
Diante dos debates entre PCB e PC do B sobre a Guerra do Paraguai, nós que somos historiadores comunistas não podemos deixar de apresentar novas informações e esclarecer alguns assuntos. Não somente o dever de historiador, mas também o de comunista, exige inclusive que não aceitemos uma história oficial de acontecimento nenhum, mas isso não significa relativismo algum, mas somente que os problemas novos com que a humanidade se depara sempre exigem dos comunistas e dos historiadores novas pesquisas históricas, que resultam em novas interpretações. Por isso, uma força política qualquer que adota uma história oficial está se desarmando teoricamente, pois a existência de uma versão final sobre qualquer assunto indica a inutilidade de novas pesquisas.Em pesquisa recente (2006-2008), financiada pela Capes, aprovada por uma banca de mestrado, estudamos centenas de jornais publicados entre 1876 e 1889, e neles a Guerra do Paraguai sempre era lembrada como um grande divisor de águas da história brasileira. Tendo morrido cem mil brasileiros, nem os monarquistas mais convictos a apoiavam.
Alguns pontos de vista foram unânimes entre os mais renhidos adversários políticos, o que não significa que fossem verdade, mas mostra certezas compartilhadas por toda a sociedade que viveu a guerra - em nossas fontes todas não existiam dúvidas sobre ter sido Lopes um ditador, nem sobre ter sido a guerra necessária ou sobre o heroísmo de seus veteranos. Porém, mesmo os “cascudos” por vezes deixavam escapar que a continuidade da guerra até o fim foi capricho do Imperador, e não tinham dúvida nenhuma de que os paraguaios foram massacrados. Note-se esse fragmento do Arauto de Minas de 19 de Maio de 1877 (somente sete anos após a guerra):
“desmoralizados restos de pequenas forças sem armas nem munições não podiam ameaçar-nos mais: com trabalhos e fadigas, mas sem perigos chegaríamos, como chegamos, não mais a vitória, porém a aniquilação completa e ao extermínio dos Paraguaios.”
Tanto que, em 1880, o Paraguai criou impostos sobre solteiros, para estimular casamentos e “compensar a perda da população causada pela longa e terrível guerra com o Brasil, e aliados”, como afirmou o Arauto de Minas de 12 de Fevereiro de 1880. Não se trata de nenhuma acusação com objetivos políticos, pois nenhum dos dois partidos se livrava do massacre, pois se o início da guerra podia ser lançado às contas dos "liberais", o massacre não. O comandante do final da guerra foi o Conde d”Eu, conhecido como “liberal”, mas o governo, desde 1868, estava nas mãos dos “conservadores”. Ou seja, o Arauto de Minas não inventou o massacre para desmoralizar seus adversários.
Também devemos salientar que ninguém reclamou de nenhuma das vezes em que se falou de massacre dos paraguaios! Os veteranos eram homenageados e certamente sentiam orgulho de terem participado da guerra, e não deram mostras de se sentirem vexados pelas referências ao extermínio dos adversários.
Sim, nos parece que a sensibilidade era diferente. Mas devemos lembrar que se tratava de uma sociedade escravocrata, que não podia mesmo ser muito sensível a massacres pois massacrava toda uma população dentro do próprio Brasil. Não era um massacre rápido, a bala, mas de fome, frio e trabalhos forçados. Pode-se perceber como os senhores tratavam os escravos pela forma como depois se livrava deles, conforme reclamação exatamente do jornal escravocrata:
“Hoje atravessou pelas ruas mais públicas desta cidade um carro, desses que conduzem viveres para aqui, conduzindo um cadáver de um escravo que, pelo modo com que vinha acondicionado, chamou a atenção pública...
(...)
“Vinha o defunto atirado a toa nas taboas do carro, nem um travesseiro, à descoberto e aos encontrões e reviravoltas!” (Arauto de Minas. 30 de Setembro de 1881.)
Por fim, é necessário que se saiba que se as recentes versões ufanistas engolidas pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados do PC do B são até irresponsáveis por desconsiderarem uma enormidade de documentos, por outro lado a versão de Chiavenatto não é a verdade absoluta. As pesquisas sobre as relações entre a Inglaterra e a Guerra só revelam fortes simpatias pela causa da livre navegação do rio da Prata, então compartilhada pelo Brasil e a Inglaterra. A Inglaterra emprestou dinheiro, mas cobrou juros altos, ou seja, não colaborou financeiramente com a Tríplice Aliança, mas aproveitou para sangrá-la enquanto ela sangrava o Paraguai.
Nota: A foto, do século XIX, é de um senhor com seus escravos. Observem a magreza e as roupas deles! E eram certamente as melhores roupas que puderam arranjar para eles, uma vez que para tirar uma foto. O senhor fez questão de registrar com coisa digna de orgulho o que hoje para nós é uma barbaridade.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Uma política socialista para as estatais
Em um assunto que só pode ser central, sobretudo para comunistas, de fato mantemos uma posição defensiva! Os capitalistas pedem a privatização dessas empresas, ou seja, sua completa doação aos próprios capitalistas, e nós só defendemos que não sejam privatizadas, ou seja, que continuem oficialmente públicas. É uma bandeira insuficiente, pois não responde a todos os problemas.
A opinião pública, no final da década de 1980 e início dos 90, tendeu claramente para as privatizações, pois conhecia a corrupção das estatais e foi convencida de que era gasto com essas empresas dinheiro que poderia ser gasto com educação, saúde e segurança. As privatização dos anos 90 provaram que não, que de fato o avanço do capitalismo piorou a educação, a saúde e acabou com qualquer segurança. Essa decepção enfraqueceu as hostes privatistas, mas não fortaleceu significativamente a defesa do patrimônio público.
Há um problema, e sem resolvê-lo não teremos apoio público para o “patrimônio público”, e esse problema é que esse patrimônio não é público! A população não se entusiasma em defender as empresas estatais tais como são, pois assim faz muito pouco sentido. O que podemos sentir é a necessidade de se adotar a estratégia socialista imediatamente – Temos que pedir não somente a reestatização de tudo o que foi privatizado, mas também a SOCIALIZAÇÃO de todas as estatais e autarquias, incluindo os bancos!
É hora de explicar o conceito “socializar”, tornar social, propriedade da sociedade de fato, sob controle social. Em outras palavras, a unificação de todas as empresas públicas em um grande conglomerado absolutamente transparente, o que a Internet permite hoje como nunca antes foi possível, e sua gestão por um Conselho representativo dos trabalhadores empregados dentro ou fora dessas empresas (note-se bem, não dos burocratas), com todos os mandatos revogáveis. Isso é socializar. Devemos explicar isso em todos os detalhes, criar mesmo a estrutura política para gestão desse conglomerado de empresas socialistas.
Defender a socialização das estatais não significa a crença na possibilidade dessa transformação acontecer pacificamente, mas a necessidade de se expor imediatamente nosso programa nesse aspecto. Chegou o momento em que não temos mais aliados a ganhar com adiarmos nosso programa. Não existem mais de fato defensores da estatização que não sejam também defensores da socialização. Hoje, quem é contra socializar é a favor de privatizar! Mas por outro lado, existe um campo crescente que já não aceita lutar somente por estatizar, que só se entusiasma com a socialização.
domingo, 17 de maio de 2009
CICLO DE LEITURAS: ANTONIO GRAMSCI

A União da Juventude Comunista, em parceria com o PCB de São João del-Rei, está promovendo espaços de formação política para aqueles que se interessam por marxismo e querem discutir as questões teóricas que envolvem a ciência do proletariado. Convidamos a todos aqueles a participarem, no dia 29/05,sexta-feira às 10h na sala do Mestrado em História (1.49)- Campus Dom Bosco do nosso próximo encontro, que debaterá o Caderno 13 do pensador Antonio Gramsci.
Interessados, entrem em contato com André Luan para o fornecimento do texto:
andreluand2@hotmail.com
www.saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com
3291175882
3233714240
terça-feira, 12 de maio de 2009
A saga do restaurante popular e os governos burgueses
Nota: A fotografia é do Blog do JP, que pode ser encontrado na barra lateral com mais fotos da inauguração.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Eleitorado foi traído por apoio de Nivaldo a Copasa
O site de notícias mais lido de São João del Rei, o Blog do JP, publicou que o “Prefeito Nivaldo quer Copasa em São João del Rei”. Trata-se de mais uma prova de que o povo não manda em nada no Brasil! Nivaldo foi eleito defendendo o Departamento Autônomo de Água e Esgotos, Damae, contra a instalação da Copasa. Ora, nenhum governante devia poder abandonar seu programa, e se algo muda as condições de forma a exigir o descumprimento do programa de governo, devia ao menos convocar um plebiscito, sobretudo tratando-se de assunto tão importante. Mas sabemos que essa não é a realidade. A realidade é que o povo não manda em nada, pois só tem o poder de eleger os governantes, mas esses podem fazer o que quiserem depois de eleitos, e todos de fato traem sempre os eleitores. Plebiscito então, nunca foi realizado nenhum pelos poderes municipais de São João del Rei, nem de Minas Gerais, e no Brasil, desde a Constituição de 1988, o código da corrupção, só foram realizados dois!A alegação dos defensores da Copasa, que após as eleições aumentaram muito entre os políticos eleitos, é a falência do Damae, outra prova de que democracia é ainda uma coisa fictícia em nossa sociedade. Como todos sabemos, o Damae está quebrado por que é “administrado” sempre por políticos indicados pelos prefeitos. Trata-se, assim como no caso da Copasa, de uma empresa pública só no papel, pois na prática sempre foi privatizada. Se o Damae tivesse suas contas completamente transparentes, e sua gestão fosse feita pelo povo (e não, nenhum prefeito nunca representou o povo), não estaria quebrado.
O mesmo podemos dizer da Copasa, que a população não quer por que cobra taxas elevadas por um serviço igual ou pior que o do Damae, e na verdade para usar a mesma água. A Copasa cobra taxas pesadas por que Aécio Neves (PSDB) a utiliza para arrecadar, e não para servir ao povo mineiro. Se fosse uma empresa democrática de verdade, ou seja completamente transparente e administrada pelo povo, sua taxas não seriam tão altas, pois é elementar que uma empresa pública não precisa nem deve ter lucros.
Toda empresa pública deveria ter TODAS as suas contas e movimentações financeiras completamente abertas na Internet, o que realizaria de fato a transparência que está em todos os discursos. Administração pelo povo significa que o conselho diretor dessas empresas, e poderia ser um só grande conselho para todas as empresas públicas funcionarem como um potente conglomerado, deve ter seus membros eleitos pelos trabalhadores e pela população em geral, sem nem um representantes dos políticos, que já têm poder demais. É isso que nós comunistas chamamos de socializar uma empresa! Ou seja, uma empresa não é socialista por que é estatal. Estatizar não é socializar. As estatais precisam ser socializadas!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Palestra sobre os zapatistas e o México
terça-feira, 5 de maio de 2009
História recente do PCB em São João del Rei
Já escutamos uma vez a história de que o PCB chegou a existir em São João del Rei em meados do século XX, tendo sido dissolvido pelo golpe de 1º de Abril de 1964. Esse golpe resultou em uma ditadura fascista de vinte anos, que liquidou a nata da direção do PCB, além de infiltrar esse partido com seus policiais.
Quando terminou a ditadura, ainda foi necessário aos comunistas reconquistar o PCB, que estava sob direção de capitalistas, escolhidos a dedo pela ditadura para destruir o PCB por dentro (o termo técnico para esses criminosos é “provocadores”). Esse PCB degenerado, se existiu em São João del Rei, não deixou nenhum sinal.
Em 1991, os dirigentes capitalistas que aprisionavam o PCB resolveram terminar seu trabalho sujo, mudando o nome e o símbolo do partido. Contudo, para isso tiveram que tentar um golpe, permitir a não-filiados, e até a filiados a outros partidos terem voz e voto em um Congresso. Os comunistas então aproveitaram a chance de romper com essa direção, deixando-a ir para seu novo partido, o PPS, e recuperar o PCB para os comunistas. O PPS existe em São João del Rei há anos, quase sempre aliado ao PSDB, mas o PCB, como já dissemos, surgiu somente em 2007.
Isso não significa que os comunistas não se organizaram em São João del Rei antes de 2007. Existiu, desde 1999, uma minúscula célula do PC do B, reunindo os comunistas. Porém, o mesmo que aconteceu com o PCB entre as décadas de 1950 e 1980, ou seja, a queda nas mãos de capitalistas, está acontecendo com o PC do B desde os anos 1980 e acentuou-se durante o governo Lula. Em São João del Rei, essa degeneração descambou no escândalo de 2004, quando a direção estadual do PC do B decidiu que os comunistas de São João del Rei deveriam apoiar a aliança PSDB-PT, que resultou na pior administração que a cidade teve nas últimas décadas. Os comunistas são-joanenses se recusaram a tal submissão ao petismo, e romperam coletivamente com o PC do B. Depois, a presidente estadual do PC do B apareceu nos programas eleitorais do PSDB, e acabou entregando a sigla em São João para petistas.
Entre 2004 e 2007 houveram tentativas diversas dos comunistas de São João se reorganizarem, e por outro lado um movimento centrifugo, espalhando-se os antigos membros do PC do B e seus simpatizantes por siglas tão diversas quanto MR 8, PSOL, Refundação Comunista e PDT.
O que permitiu aos comunistas manterem alguma ligação, ampliarem-se e em 2007 reorganizarem seu núcleo no PCB foi uma inovação tática que inauguraram quando ainda estavam no PC do B, mas que já causava atritos internos que acabariam resultando no rompimento, se esse não tivesse sido apressado pela submissão do PC do B ao PT nas eleições de 2004. Os comunistas de São João del Rei fizeram autocrítica pela prática da esquerda brasileira de usar os movimentos sociais como trampolim eleitoral, fonte de recursos, sede, gráfica etc., ou para usar a gíria dos movimentos sociais, fizeram autocrítica do “aparelhismo”. Mesmo sem partido, continuaram unidos em torno da defesa de uma nova relação entre os comunistas e os movimentos sociais, ou seja, continuaram tendo uma política justa.
Não se trata de uma política de boas intenções, não se trata de uma questão de direção, nem de caráter ou de qualquer questão moral. O combate ao aparelhismo é o combate por substituir a democracia liberal pela democracia socialista nas organizações dos movimentos sociais. O que permite o “aparelhamento” de uma entidade é a existência de um tipo capitalista de democracia, que permite o controle dessa entidade por uns poucos. Ou seja, trata-se de arrancar o aparelhismo pela sua raiz.
Em 2007, ao criarem o PCB na cidade, o primeiro ponto que os comunista de São João esclareceram com a direção estadual foi que essa nova tática seria mantida e defendida obstinadamente nos fóruns estaduais e nacionais do Partido. Hoje, embora não exista ainda uma unidade dentro do PCB nacional em torno da nova tática para os movimentos sociais, há uma boa aceitação da mesma.
Em 2008, o PCB participou das eleições municipais elaborando o programa de João Bosco, do PSOL, e como não foi possível, por questões burocráticas, lançar um candidato a vereador (estava escolhido Abiatar David Machado), apoiaram Rafael Sedov, do PSTU.
O PCB está crescendo, e já é hoje muito maior do que chegou a ser o PC do B. A nova tática para os movimentos sociais afastou do PCB os carreiristas, tornou o Partido respeitado pelos militantes e por todos que o observam atentamente.
Com essa nova tática, o PCB não pode usar o dinheiro dos DCEs e Sindicatos, nem seus telefones, nem “liberar” seus militantes, nem usar a imagem e os jornais dessas entidades para promoverem sua sigla e seus candidatos. Mas pela primeira vez, nada disso está nos fazendo falta! Pela primeira vez temos uma célula ativa e crescente, dois blogs na Internet (um do PCB e outro da UJC), membros compondo as direções estaduais do PCB e da UJC, estamos editando livros e panfletos.
sábado, 2 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sobre a Assembleia Popular do Campo das Vertentes
Organizou-se entre os dias 18 e 21 de Abril de 2009 a Assembleia Popular do Campo das Vertentes, citada em alguns artigos do São João del Pueblo e no Autocrítica, com a presença de mais de cem inscritos.São João del Rei, que sediou o encontro de fundação da Assembleia, recebeu então visitantes de diversos pontos do estado, a exemplo de Diamantina, Viçosa, Juiz de Fora, Barbacena, Visconde do Rio Branco, Conceição do Mato Dentro, Alfenas e outras cidades do sul de Minas. Sim, nesse sentido foi muito maior que do Campo das Vertentes.
A Assembléia Popular nasceu para cumprir o papel de “articulação dos movimentos e forças” na luta por viabilizar um “projeto popular” para o Brasil. Em sua organização participaram o Diretório Central dos Estudantes da UFSJ, o Núcleo de Investigação em Justiça Ambiental (Ninja, do qual faz parte o autor do artigo abaixo), o Sindicato dos Metalúrgicos e diversas outras organizações do povo das cidades das Vertentes.
Sobre o tema do encontro, relacionado aos conflitos ambientais, o professor Eder Carneiro, coordenador do Ninja, explicou que “os problemas ambientais que temos provêm do fato de que uns poucos que têm dinheiro e poder conseguem controlar o meio ambiente”. Ou seja, a solução para os problemas sociais é a mesma que para toda a enorme série dos mais graves problemas sociais!
Como é óbvio, o PCB está comprometido, na medida de suas parcas forças, a auxiliar esse novo esforço para organizar o povo. Faz inclusive uma autocrítica no sentido de que deveria ter se empenhado mais na organização do evento, o que não fez tanto pela sobrecarga dos militantes quanto por incompreensão.
Obs: A foto é da Plenária Final.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A crise, o trabalho precário e a "escolha infernal": Morrer de fome ou de doença
A atual crise econômica mundial é o centro das atenções de todo o mundo. Seja no meio acadêmico, nas conversas de boteco, na mídia, nas falas das autoridades públicas, o que mais se ouve são discursos sobre os efeitos da crise. Efeitos que afetam mais intensamente, é claro, a classe dos trabalhadores, a mais duramente atingida no processo de acumulação indefinida de capital. Demissões e férias coletivas viraram notícias corriqueiras nos meios de comunicação. Mas sempre existiram outras crises graves que atingiram e atingem “silenciosamente” a vida do trabalhador, sobre a qual a população, de forma geral, não é informada. Gostaria, aqui, de, com base em informações levantadas junto aos movimentos sociais, apresentar um panorama geral da precariedade do trabalho que se realiza em algumas empresas na região do Campo das Vertentes, que tem causado a morte de muitos trabalhadores por silicose e doenças provenientes do uso de agrotóxicos em lavouras.
Na cidade de Santa Cruz de Minas, por exemplo, lá onde existe uma grande “mancha branca” resultante do processo de atividades da mineradora ÔMEGA, muitos trabalhadores têm morrido de silicose, deixando várias crianças órfãs, e muitos outros estão doentes, segundo o SINDICATO DA SAÚDE DO TRABALHADOR, órgão que está exigindo da empresa melhores condições de trabalho. O trabalho da mineradora produz uma poeira muito fina e a empresa não dispõe de equipamentos para aprisionar a sílica livre. E, por mais que os trabalhadores usem equipamentos de segurança, não é possível colocar os trabalhadores a salvo da doença. A questão é tão grave, que virou até notícia de destaque no Estado de Minas, em junho de 2008. Devido às irregularidades, a empresa chegou a ser interditada, mas pouco depois foi liberada, devido ao grande esforço e articulações políticas do gerente da empresa. E por ironia ou acaso do destino, o gerente da mineradora pertence ao PV – Partido Verde, partido que tem como uma de suas maiores bandeiras a preservação ambiental.
Contradições à parte, indo agora para o complexo industrial do Distrito do Rio das Mortes, existe um grande problema da empresa LIGAS GERAIS, onde recentemente foram demitidos praticamente todos os trabalhadores. A situação das condições de trabalho lá, também é alarmante, pois o local onde estão os fornos para fazer a liga de metais é pequeno, e os trabalhadores ficam muito expostos ao calor do fogo com roupas de segurança precárias. Vários trabalhadores já se acidentaram com queimaduras graves, e outros disseram ser quase impossível ficar perto dos fornos. Além dessas mazelas, eles também sofreram uma série de descasos em relação aos alimentos que “ganhavam” da empresa. Já constataram por várias vezes alimentos vencidos nas cestas básicas. Atualmente esses trabalhadores enfrentam além da demissão, o descaso em seus direitos trabalhistas como: o não ressarcimento de 2 meses de trabalho e o pagamento de insalubridade. Devido a esses problemas, uma série de manifestações promovidas pelo SINDICATO DOS METALURGICOS, TRABALHADORES e ESTUDANTES têm acontecido na porta da empresa, no centro da cidade e na Câmara de Vereadores para pressionar pelo pagamento das dívidas. Muitos trabalhadores até dormiram na porta da fábrica, em protesto.
Ainda no complexo industrial do Distrito do Rio das Mortes, existe a questão do uso de agrotóxicos nas lavouras da empresa ESTEIO, onde recentemente foram demitidos quase todos dos trabalhadores também, por causa da crise. Muitos trabalhadores têm-se contaminado com produtos tóxicos e casos de doenças e abortos são cada vez mais comuns na região, e as pessoas não reclamam porque têm medo de perder o emprego. Alguns integrantes da ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO RIO DAS MORTES têm tentado alertar sobre esses problemas de intoxicação, mas encontram uma grande dificuldade que é a falta de mobilização de outros moradores e a omissão de órgãos públicos municipal e estadual para fazer a fiscalização.
Na região de Barbacena, o problema do uso de agrotóxicos também é gritante, principalmente no que se refere às lavouras de rosas e morangos. Casos de câncer estão cada vez mais comuns na região. Cerca de 300 casos de câncer são registrados mensalmente. Isso será apenas um acontecimento natural da vida? Muitas crianças, jovens e, principalmente, mulheres de 35 a 40 anos têm morrido da doença. A maioria dessas pessoas são pobres e moram na zonal rural. E, segundo líderes de movimentos sociais que lutam na região contra o trabalho precário, como a CPT – Comissão Pastoral da Terra - muitas dessas mortes não recebem diagnóstico de doenças relacionadas ao uso de agrotóxicos, ou seja, existe uma grande suspeita de que as verdadeiras causas de doenças e óbitos não aparecem nos laudos médicos. Já os laudos dos que vão tratar em Juiz de Fora, mostram constatações diferentes, indicando que muitos morrem, sim, de doenças provenientes do uso de agrotóxicos.
Ainda em Barbacena, na empresa SAINT-GOBAIN, produtora de carbeto de silício para a fabricação de abrasivos, a situação do trabalho também é insegura, pois os trabalhadores ficam expostos à sílica livre. A empresa emprega pessoas com idade de 23 a 24 anos, e depois de 4 ou 5 anos as demite, pois sabe que eles vão ter problemas de saúde no futuro próximo, como silicose e outras doenças relacionadas.
Com problemas semelhantes, a indústria de cimento HOLCIM do Brasil, localizada na cidade de Barroso, também explora trabalhadores expostos à poeira, devido à moagem de cimento. Outro grave problema da Cimenteira é a emissão de fumaças nocivas resultantes da incineração de resíduos tóxicos que vêm de várias capitais do país, como gasolina adulterada, tintas com prazo de validade vencido, pneus inservíveis e lixo hospitalar. A gasolina adulterada, por exemplo, é tão tóxica que, em um derramamento acidental, ocorrido em abril de 2006 numa rua de Barroso, intoxicou seriamente vários moradores, causando vômitos e fortes dores de cabeça. Imaginem como está ou será a saúde dos trabalhadores que trabalham perto dos fornos que incineram tal produto? E a população que mora ao redor da indústria e tem que respirar ar poluído todos os dias? Como será a saúde deles no futuro? Quem pagará pelos danos, depois? A ODESC – Organização para o Desenvolvimento Sustentável Comunitário – Ong que luta contra a poluição da cimenteira desde 2002, tem alertado o Ministério Público Estadual e a população sobre o problema da queima de resíduos tóxicos. Atualmente a Holcim está respondendo a 3 processos, mas ainda não se teve nenhuma ação concreta para solucionar o problema da poluição. Um dos grandes questionamentos da ODESC é porque ainda não se teve um estudo rigoroso sobre os poluentes emitidos pelas chaminés da cimenteira por órgãos ambientais isentos e competentes.
Faz-se necessário ainda lembrar que as indústrias Saint-Gobain e Ômega também promovem uma grande poluição que atinge principalmente as populações de baixa renda que moram aos arredores das atividades das empresas. Problemas respiratórios em crianças, além do mau cheiro provocado por resíduos tóxicos e poeiras exaladas, fazem parte do dia-a-dia dos que estão expostos a tal situação. E não existem até agora estudos sobre a poluição de forma que as atividades dessas indústrias continuam como se estivesse tudo bem.
Em meio a todos esses problemas mencionados, surge uma grande indagação sobre os órgãos ambientais do Estado e dos municípios que têm o dever de fiscalizar e exigir solução para todas essas situações de precariedade do trabalho e poluição atmosférica. Por que os órgãos ambientais como FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente) e COPAM (Conselho Político do Meio Ambiente), órgãos ambientais municipais e Ministérios Públicos não solucionam os problemas das condições de trabalho nas indústrias e nas lavouras? Todas as empresas citadas neste texto estão sendo questionadas pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas os processos se arrastam por anos e anos, e as empresas continuam funcionando. Enquanto isso, o trabalhador que tem que trabalhar para não morrer de fome, tem que sujeitar-se ao trabalho de alto risco para morrer de doença, situação legitimada pelos órgãos ambientais do Estado e pelas referidas empresas, que, para manter seus lucros, sacrificam vidas.
Diante de toda essa situação, as entidades supracitadas e outras não mencionadas que lutam contra a poluição e o trabalho precário, estão começando a se organizar e articular por meio de reuniões e assembléia popular, para denunciar e desvelar as mazelas ambientais do Campo das Vertentes, que estão repletos de conflitos que a mídia não mostra.
Petterson Ávila Corrêa.
Membro e Pesquisador do NINJA – Núcleo de Investigação em Justiça Ambiental.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Brasil não tem liberdade de expressão
Portanto, o capitalismo tem todos esses males, mas seria um espaço de liberdade.
Acontece que nem essa dita liberdade o capitalismo nos oferece !!! É uma porcaria, e sem liberdade!
Eis que hoje, por meio de um camarada do MST (note-se a ineficiência de nossas comunicações!), fiquei sabendo que João Pedro Stédile está proibido, pela "Justiça", de pronunciar em público a palavra "Vale" !!??? Sob pena de pagar multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais!) por cada vez que pronunciar esse termo.
É isso mesmo! Censura prévia!
Coisa alarmante - o governo federal é oficialmente do PT e na prática do PMDB. A "esquerda", mesmo a dita radical, não está nem resmungando... E o próprio MST está engolindo esse absurdo (justiça seja feita, está em uma situação dificil, isolado e perseguido).
Como é óbvio, trata-se de assunto escandaloso, vale um julgamento em Haia, merece barulhentas denúncias internacionais.
E voltando ao assunto inicial - onde está a propalada liberdade oferecida pelo capitalismo?
terça-feira, 14 de abril de 2009
Assembléia Popular das Vertentes dias 18 a 21 de Abril

Serão disponibilizadas salas de aula para alojamento dos participantes, que terão que trazer colchão, lençol, cobertor (muito importante) e travesseiro.
Serão servidas refeições, mas os participantes deverão trazer pratos, talheres e copo.
As inscrições serão feitas no próprio local, nos dias mesmo da Assembléia.
Não há taxa obrigatória, mas pede-se uma contribuição voluntária.
Mais informações: apconflitosambientais@yahoo.com.br . Ou tel (35) 8852-4598.
sábado, 11 de abril de 2009
São João del Rei presenciou duas manifestações no dia 7 de Abril
Enquanto essa manifestação se concentrava na avenida Tancredo Neves, uma passeata de professores, trajados de negro, percorria a cidade. Protestavam contra o governo de Aécio Neves (PSDB), o mesmo que entrou na justiça contra o piso mínimo nacional para os professores, que é uma das poucas coisas boas do governo Lula (PT). Em determinado momento essas duas manifestações se cruzaram e solidarizaram.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Manifestação HOJE !
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O "aparelhamento" dos movimentos sociais e a degeneração dos partidos de esquerda
Nota-se que o termo “aparelho” deixou de significar algo nobre e decente. Uma entidade “aparelhada”, seja ela um sindicato ou uma entidade estudantil, não pode mais cumprir suas funções, pois acaba abandonada pela sua própria base, que deixa de se enxergar nela. As bases estão certas em sua intuição, pois ninguém serve a dois senhores – ou bem uma entidade é “dos Estudantes” ou “dos Trabalhadores”, como normalmente se diz em seus estatutos, ou bem é o do P isso ou aquilo.
Mesmo que a base não se aperceba do aparelhamento e não abandone sua entidade, os “aparelhistas” precisam excluir essas bases, pois não se pode usar um Sindicato ou entidade qualquer como caixa, gráfica, cabine telefônica e sede na frente de todo mundo! Assim, o aparelhamento significa que uma entidade fica sem base, sem dinheiro e que até sua imagem é roubada. A base, por sua vez, fica sem entidade.
Pelo ponto de vista estratégico, é óbvio que verdadeiros comunistas nunca podem ser “aparelhistas”, pois a revolução socialista não é uma insurreição armada, nem o fruto de uma guerrilha, sendo estas possíveis características de fases de uma revolução. A revolução é o povo trabalhador tomando todo o poder em suas mãos e extinguindo a exploração! Ora, um povo desorganizado está previamente derrotado. Por isso, faz parte do objetivo dos comunistas, prioritariamente, acabar com os “aparelhamentos” e preferencialmente enxotar os “aparelhistas”.
Mas o “aparelhismo” é ainda mais perigoso quanto executado por membros do Partido Comunista, pois então, além de destruir as organizações dos movimentos sociais, destrói o próprio Partido Comunista, como nenhuma ditadura nunca conseguiu extinguir! Para aparelhar uma entidade, um militante tem que tomar atitudes anti-democráticas, e de fato se afastar das bases. Tem que roubar, corromper, esconder, fraudar, resumindo, tem que ter práticas capitalistas repetidas vezes. Isto é, tem que ser formado para destruir por dentro o próprio Partido Comunista.
O “aparelhismo” não é uma questão moral, nem ideológica. Não basta derrubar os “aparelhistas” do controle de uma entidade para por fim ao “aparelhismo”, pois ao ocupar o mesmo posto, qualquer força, por mais convicção e boas intenções que tenha, encaixa-se na engrenagem “aparelhista” e como tal se degenera.
O “aparelhismo” é uma prática política umbilicalmente relacionada à forma liberal de Estado, ou seja, à falsa democracia para a maioria do povo, à democracia do capital. Aplicada aos movimentos sociais essa democracia do dinheiro e do marketing engendra o “aparelhismo”, assim como nas Prefeituras do país todo engendra corrupção.
Portanto, a única forma de combater com eficiência o “aparelhismo” é construindo democracia para valer para a maioria, na tradição da Comuna de Paris e dos Soviets. É substituir o teatro das urnas pela tomada direta de decisões, pela vigilância direta das bases sobre suas entidades, pela transparência completa. Em outras palavras, é lutando por criar obstáculos políticos ao “aparelhismo”, e instrumentos reais de poder das bases.
Só é comunista quem acredita nessa possibilidade, pois se não for possível o poder dos trabalhadores e estudantes sobre suas próprias entidades, como será possível esse poder sobre o país todo? Que tipo de comunista não acredita no poder do povo trabalhador?
quinta-feira, 2 de abril de 2009
106 demissões e polícia contra os trabalhadores
Sim, é caso de polícia. Mas a polícia não moveu uma palha contra o caloteiro. Por outro lado, oito viaturas estava na portaria da empresa, com o fim claro de intimidar os trabalhadores. Oficialmente estão lá para defender o patrimônio!!? De quem? Quem é que construíu aquele patrimônio? Curiosamente, a polícia está lá para defender não os trabalhadores, mas o caloteiro!!! Até policiais florestais foram enviados para lá!
É a justiça, a lei e a ordem do capitalismo...
Quem são os ratos ?
Frase de um dos gerentes da Liga Gerais para os trabalhadores.
Nesse momento, dezenas de trabalhadores estão na portaria da empresa Ligas Gerais Eletrometalurgia. Eles foram demitidos após 2 meses de atraso de pagamento e sem receber a segunda parcela do 13º. A empresa não está cumprindo o acordo coletivo de trabalho 2008/2009, e ao demitir não pagou as verbas rescisórias.
No início a Ligas Gerais chegou na cidade com a “panca” de uma empresa honesta, séria e com muita propaganda na mídia, e após quase um ano não honra os compromissos com os trabalhadores.
Sendo assim, as manifestações continuarão ao longo da semana na portaria da empresa e em nossa cidade.
O apoio de outros Sindicatos, da sociedade e dos estudantes já está acontecendo e todo apoio é muito importante.
É espantoso que a empresa tenha chamado a polícia com a alegação de proteger seu patrimônio, ao mesmo tempo em que está usurpando o patrimônio dos trabalhadores.
terça-feira, 31 de março de 2009
Assembleia Popular do Campo das Vertentes
Por iniciativa do Núcleo de Investigações da Justiça Ambiental (Ninja) e do Diretório Central dos Estudantes da UFSJ, está convocada para os dias 18 a 21 de Abril uma Assembleia Popular, que será realizada no Campus Dom Bosco.
Os comunistas devem levar sua solidariedade ao povo lá reunido, e mais, suas palavras.
terça-feira, 24 de março de 2009
Artigo censurado na UFSJ
Em As viagens de Gulliver (1726), Swift narra as guerras entre os reinos de Liliput e Blefuscu, cujo motivo era: como quebrar um ovo quente, pela parte mais fina ou mais grossa da casca? Ele satirizava as guerras religiosas que, nos séculos XVI e XVII, opuseram católicos e calvinistas na Europa, causando um milhão de mortos, por divergências de dogmas e ritos. As guerras religiosas, como a Inquisição moderna, com um saldo de milhares de mortos e torturados e requintes de crueldade, nasceram da confusão entre Estado e religião. Hoje, a promiscuidade entre religião e Estado é um ingrediente de conflitos que são gerados pelo fundamentalismo estadunidense e, a sua nêmesis, o islâmico, vendidos como “um choque de civilizações”.
Caminhando pelo Campus Tancredo Neves vemos uma capela católica em funcionamento e, no carnaval, um concorrido encontro religioso. Assuntando, descobrimos que, em 2006, o CTAN abrigou a Mocidade Presbiteriana e que na capela são realizados encontros da Renovação Carismática. Essas atividades não estão no site da UFSJ, o que configura uma intransparência e sugere que podem ser correntes. Atos religiosos em instituições públicas são anti-republicanos e antidemocráticos, pois ferem o princípio do Estado laico, no qual essas são opções de caráter pessoal e privado. Na educação essa prática é mais grave, pois a religião implica a revelação e o dogma, e o conhecimento exige a plena liberdade de crítica e questionamento. A história nos remete ao filósofo e astrônomo Giordano Bruno e ao médico e anatomista Miguel de Servet, queimados, respectivamente, pela Inquisição Católica e pelos calvinistas.
Para quem a intolerância é coisa do passado e dispensa cuidados, recordamos uma declaração do atual Papa, então cardeal, em 1990, declarando que o “julgamento contra Galileu foi razoável e justo”. A lembrança foi feita pelos docentes da Universidade de Roma La Sapienza, repelindo o convite do reitor para que o Papa lá discursasse. Nesse início de milênio vemos a imiscuição religiosa junto ao Estado e à ciência nas polêmicas das células-tronco; nas ações de prevenção (o Estado pode ou não divulgar a “camisinha”) e tratamento de doenças (religiões que negam o uso de vacinas ou transfusão sangüínea) e no direito à eutanásia em casos irreversíveis (Eluana Englaro na Itália); na introdução do ensino religioso em escolas públicas (imposto pelos evangélicos “garotinhos”) e do dogma criacionista nas aulas de ciência; e no combate à união civil de homossexuais.
Alguns dirão que o nosso povo, em especial o de São João del-Rei, é católico. Outros, que ninguém liga para isso. Ou ainda: no Brasil não há conflitos religiosos! Pode ser. Mas não devemos entender que esses conflitos não existem e que não podem aprofundar-se, num mundo globalizado e prenhe desses conflitos ditos “culturais”. Mas, sobretudo, não cabe ao Estado e à Universidade Pública chancelar quaisquer hegemonias religiosas e a dominação e os constrangimentos por ela gerados.
Wlamir Silva
Professor do Curso de História
Censurado:
Essa censura, que como toda boa censura pretende ser velada, já se mostrou quanto a artigo sobre a tentativa de imposição de cotas raciais na Universidade e em relação a fatos evidentemente significativos na vida da UFSJ, como a ocupação da reitoria pelos estudantes e a greve dos alunos no Campus de Divinópolis.
Quanto ao assunto tratado, nada mudou, antes piorou. Na UFSJ foram realizadas missas católicas e um culto evangélico (esse com chamada no portal da Universidade) pelo início do semestre letivo. O triste episódio do aborto da menina de nove anos estuprada pelo padrasto evidenciou a pressão, com o a excomunhão e ameaças legais, sobre funcionários públicos, mostrando o destempero de uma autoridade eclesiática, sob um Vaticano vacilante. Em visita à África o Papa atacou as políticas públicas de distribuição de preservativos e caracterizou as religiões autóctones, origens das religiões afro-brasileiras, como bruxaria a ser combatida pelos católicos.
domingo, 22 de março de 2009
COMITÊ CENTRAL DESTITUI DIREÇÃO DA PARAÍBA
FORMAÇÃO POLÍTICA E LUTA CULTURAL:O QUE FAZER?
Na última semana, o Comitê Central do PCB destituiu a direção estadual do partido na Paraíba devido à aliança com o governo corrupto do PMDB-PB de José Maranhão, agindo de maneira correta contra o oportunismo da cédula paraibana. Entretanto, muitos acreditam que o problema inicial deste processo seria uma questão de caráter, onde os representantes paraibanos são vistos como "maus elementos" e que a práxis oportunista pudesse ser freada através de uma “moral comunista” padronizada, voltando ao velho maniqueísmo na política. Como os comunistas devem enfrentar, portanto, esse problema relacionado ao poder e a corrupção? Quais seriam as táticas para que houvesse uma mudança nas práticas políticas nos espaços de disputa da sociedade civil? Como se diferenciar dos partidos de direita, servos do capital (que conduzem práticas corruptas e aparelhistas já naturalizadas) nos diferentes campos de atuação?
O caso paraibano nos mostra os efeitos colaterais da reprodução ideológica burguesa, onde muitos desses militantes por mais bem-intencionados que fossem, não possuíam um projeto inicial para construir uma disputa nas relações sócio-culturais. Somente através de um trabalho que proponha transformações na constituição do Estado que poderemos aplicar a democracia operária dentro dos nossos espaços de atuação; certamente, acreditamos que não há bem e mal nesse caso, e sim uma possível ineficácia na formação de intelectuais orgânicos na esfera do partido.
Argumentos relacionados ao moralismo são um equívoco, pois não conseguimos responder a um dos principais dilemas de luta existentes entre comunistas e sua atuação contra o capital; um problema que, certamente, se liga à cultura política existente e o nosso descaso em não querer mudá-la. O moralismo deve ser quebrado através de uma intervenção intelectual estruturada, onde as relações de poder seriam modificadas dentro do espaço da “pequena política” e que, consequentemente, num processo dialético, a “grande política” também seria repensada e reestruturada. Nesse sentido, devemos pensar em transformar as relações de cultura política existentes nos sindicatos, DCE’s, etc., tomando como base as propostas revolucionárias que a história nos forneceu, como a comuna de Paris, os Soviets na Rússia e a Constituição Cubana, por exemplo. Só através dos estudos que poderemos combater a lógica cultural hegemônica e, portanto, compreender o marxismo como uma ciência, e não como uma doutrina religiosa
André Luan Nunes Macedo- UJC/PCB São João del-Rei
sexta-feira, 20 de março de 2009
Assassinatos políticos no Rio de Janeiro
É triste que a burguesia mais uma vez opte por esse caminho. Depois, resmungarão os feitos da revolução, quando o que acontece é o mesmo que com uma bola de basquete, que volta às mãos do jogodor que a impulsionou para o chão. É simplesmente a lei da ação e reação - Quanto mais violência se fizer contra o povo hoje, mais violenta será a população quando o dique se romper.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Associação de Empregadas Domésticas de São João del Rei
Desnecessário explicar para comunistas a importância da organização dessas trabalhadoras. As comunistas que trabalham no setor têm a obrigação de se filiar e ajudar na organização desse sindicato.
sábado, 7 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
EUA tem 31 milhões de miseráveis
Contudo, essa riqueza toda não garante a esses 4% da população uma vida decente. Trinta e um milhões (31.000.000) de estadunidenses, quase um décimo da população, vive atualmente de tickets alimentação distribuídos pelo governo! Esses tickets correspondem a 6 dólares por dia, o que é insuficiente para matar a fome nos EUA. O número de pessoas sem assistência médica é maior, atinge 46 milhões. Devemos salientar ainda que os EUA têm a maior população carcerária do mundo, tanto em números absolutos quanto em porcentagem, embora se pretenda “o país da liberdade”. Pior que isso, existem atualmente mais de 17 mil pessoas sequestradas em todo o mundo e mantidas presas pelos EUA sem julgamento! Óbvio, para manter essa riquíssima tragédia humana, a educação precisa ter níveis muito baixos, e é o que de fato acontece, tendo algumas pesquisas constatado que mais da metade de população é incapaz de encontrar o próprio EUA no mapa mundi, e acredita que o Sol gira em torno da Terra. É tal realidade que permite que essa potência seja o país mais racista do mundo (o que a eleição de Obama não modifica) e que o fanatismo religioso esteja por lá se fortalecendo, de forma que o Partido Republicano é hoje um partido presbiteriano não menos que o Hamas é muçulmano.
Eis o modelo que os capitalistas nos apresentam!!? E o que alegam em defesa dos EUA? Coisas como o número de automóveis por habitante e salários nominais em dólares, ou seja, o sonho de consumo de bugigangas, como se fossemos tupiniquins.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Câmara dos Vereadores inflige derrota estratégica ao poder de Nivaldo
Esse ano a história já ia se repetir. A completa liberdade de modificação orçamentária pelo prefeito estava no artigo 34 da Lei Orçamentária, e já ia sendo aprovada pelos vereadores, com o voto contrário somente de Vera (PT), que merece elogios por isso. Porém, entre a primeira e a segunda votação, a assessoria jurídica da Câmara pode constatar o óbvio, ou seja, a inconstitucionalidade desse acrescimo de poderes ao já exagerado poder executivo.
Assim, os vereadores que votaram a favor de se anularem reconheceram seu erro, e vão reformar esse artigo da lei orçamentária. É uma pena que tal avanço seja feito sob o argumento legalista, revelando seus limites, ou seja, que não traduz nenhum grande avanço da consciência política. O argumento legal pode indicar, pelo contrário, motivações politiqueiras, visto que os vereadores ficaram mais fortes. Nivaldo saiu derrotado, pois perdeu um poder estratégico, sem nem poder se defender.
Esse assunto não é indiferente aos comunistas! Basta lembrar que todos os países onde ocorreram revoluções socialistas praticamente extinguiram o poder executivo, unificando-se o legislativo com o executivo em parlamentos muito mais representativos que os desejados pelos capitalistas. Isso foi feito pelo reconhecimento de que a concentração de poderes nas mãos de um homem, seja em uma prefeitura, em uma escola, no Palácio da Liberdade ou do Planalto, é algo ineficiênte, e mais ineficiênte quanto mais complexa se torna a sociedade, e também é corruptor e perigoso.
E é uma idiotice imaginar que a revolução liquidará os assuntos políticos do regime capitalista como quem varre o chão. Não é assim que acontece na história humana. Pelo contrário, as revoluções sempre herdam muito dos regimes que derrubam. A União Soviética manteve muitos traços que todos os que não são russos percebiam como semelhantes ao tzarismo, e Cuba tem muitas semelhanças com os EUA, de quem foram na prática colônia nos 70 anos antes da Revolução. Isso por que, como dizia Lênin, é com os escombros do regime derrubado que se constrói o novo, por que é só o que se tem a princípio. Portanto, cuidemos para que no futuro o material de demolição seja o melhor possível.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Justo é reestatizar a Embraer
Ora, é para enfrentar a crise que mais precisamos manter empregos, e é também nos momentos de crise que descobrimos quem é aliado e quem é inimigo. Os atuais donos da Embraer, cuja propriedade pode até ser legal no papel mas não tem legitimidade nenhuma, estão se comportando como inimigos do povo brasileiro, pois nesse momento acabar com 4 mil postos de trabalho é atacar a economia brasileira. É então o momento de perguntar – Por que não reestatizar a Embraer?
Os trabalhadores, ameaçados com 4 mil demissões, por que não tomam o controle da empresa e convocam a população brasileira a se manifestar a favor da reestatização? Já existem, no Brasil, casos de empresas ocupadas pelos trabalhadores. Por que não a Embraer? Seria impossível organizar greves de solidariedade nas faculdades e na Petrobrás? O governo Lula reprimiria os trabalhadores um ano antes das eleições?
sábado, 21 de fevereiro de 2009
O problema de identidade da grande imprensa e o bicho papão
Pode-se alegar que exatamente por não ter que combater uma poderosa imprensa socialista, a mídia capitalista adota esse disfarce como tática para manter sua hegemonia. Mas ainda assim a necessidade de um disfarce é indicativo de algo podre. Comparemos com o exemplo oposto, Cuba, onde é o capital que não pode ter nem uma revistinha mensal com papel e tinta do povo cubanos, nem ter espaço em suas bancas. Ora, a imprensa de Cuba não se disfarça! Ela luta pela hegemonia também, mas de peito aberto. O maior diário de Cuba é o Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano.
No entanto, a acreditar no que afirma nossa “livre” imprensa “neutra” e “imparcial”, nós é que devíamos nos disfarçar. O que falam dos comunistas é exagerado até para filmes de terror e ficção científica. Deve existir uma disputa secreta entre os mídia capitalistas em que o campeão do momento é o que tem a cara de pau de atribuir mais assassinatos e outros crimes aos comunistas. Ser comunista seria ser mau e sanguinário, ateu e pecador.
Curiosamente, cá estamos nós, orgulhosos de sermos comunistas e certos de que não somos os criminosos que nos pintam. Eles, que na versão deles deviam ser os mocinhos, orgulhosos de serem capitalistas, estão lá escondidos, fingindo que não são eles. Dupla covardia, batem em vítimas indefesas (direito de resposta só arrancado nos tribunais) e ainda escondem o rosto!
Esses dias, a Veja voltou a atacar Niemayer e Stálin. Faz parte da pauta da imprensa capitalista atacar os comunistas vivos e mortos, toda santa semana. Dessa vez Niemayer foi atacado por que defendeu Stálin. Ora, todos sabem que Stálin é o bicho papão dos capitalistas. Defender o bicho papão é pecado, que o tribunal da inquisição capitalista pune com a fogueira da imagem pública. Sorte que os comunistas devem ser mesmo bruxos, por que não se queimam nessas chamas de hipocrisia.
Mas voltemos à questão inicial. Como devemos acreditar na boa fé alheia, e que a imprensa capitalista tem um motivo decente mas inconfessável para fingir que não é capitalista, mas “neutra”. De que se esconde a imprensa capitalista? Só podemos supor (no plural por que tenho quase certeza que ouvi isso de um amigo) que seja um baita medo do bicho papão!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A reação de Nivaldo à crise e os limites do populismo
Essa reação à crise é cheia de absurdos, que revelam fragilidades da política de Nivaldo.
Essa é uma crise típica do capitalismo, embora mais aguda, e sua base econômica real é uma super-produção, embora a imprensa capitalista evite o assunto. Essa sobra de produtos, que dificulta as vendas de todo mundo, só poder ser agravada pelas demissões. Portanto, entende-se que os empresários, que só visam lucro, demitam, pois moralidade e responsabilidade pública não fazem parte dos objetivos de nenhuma empresa capitalista. Mas é óbvio que para combater a crise os governos deviam não só evitar demissões, mas contratar! Nesse momento, o discurso liberal de enxugar a máquina pública, mentiroso em qualquer época, se torna também criminoso.
Assim, devemos perguntar aos peemedebistas e nivaldistas – o que Nivaldo tem de melhor para fazer com o dinheiro que pretende economizar demitindo 200 pais e mães de família? Asfalto? Pedrinhas portuguesas? Precisamos dessas porcarias em tempos de crise? Certamente, uma preocupação é com as famosas “obras”, carro chefe do tipo de populismo aqui tratado.
Mas suponhamos que realmente fosse necessário demitir. Por que logo os concursados? Não sabemos que isso é contra a lei e vai gerar uma onda de processos contra a Prefeitura? Mas aqui esbarramos com outro limite do populismo. Quem Nivaldo vai demitir? Seus cabos eleitorais?
Observem como é absurdo o poder de um prefeito. Quando foi que Nivaldo falou de demitir durante sua campanha? Por quatro anos, ele pode fazer o que bem entender, com o cuidado de não esbarrar no Judiciário, poder que nem é eleito! Onde está o poder do povo? Onde está a dita democracia do capitalismo?
Em um momento como esse fica claro o quanto as coisas seriam diferentes caso o povo tivesse o poder de revogar todos os mandatos. Se em Outubro de todo ano acontecesse um plebiscito revogatório, Nivaldo estaria governando agora conforme no último ano de seus mandatos, e não falando de demitir 200 trabalhadores.



